Sob a lua vermelha de novembro...

Quando tudo isso começou? Quando as engrenagens do destino começaram a girar? Talvez seja impossível achar a resposta agora, profunda no fluir do tempo...

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Eu? Apenas mais um andante solitário...mas todos os andantes tem uma ou outra lição a passar devida à sua intimidade com a estrada. A estrada é sábia. Embora seja certo que o caminho ainda segue muito à frente... quantas lições nos esperam?

sexta-feira, setembro 23, 2005

* Aries No Shion *

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* Aries No Shion *


Master of Stars
(Mestre de Estrelas)

Desenhos em prata:
templos do céu [e da terra]
Estrelas bordadas:
laços de mel [pela noite eterna...]

Um santuário de cosmos
ao redor da lua;
Um carneiro de séculos
em maestria e cura;

Uma memória antiga
– ciclos intermináveis –
em mistério, vida a vida;

Eleva, Shion, do mármore
um poder que guia;
restaura a alma de Áries...


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- Em homenagem a um amigo, Roger...espero que tenha gostado... -

(Autor: Bruno Neves Oliveira)

quarta-feira, setembro 14, 2005

Sonhos pela janela (3)

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Sonhos pela janela (Crepúsculo de Outono)


Só fogos fátuos
pelo pátio
só réstias flamejantes;


O céu em cinzas, cinzas terras
[em pó] em brasas escondidas;
O desfacelar das rosas velhas
[em nó] em lascas carcomidas;

As memórias dançantes
- face a face, os passantes –
pela minha janela...

[...os espíritos partindo...]

...pelas sendas mortas,
o fluir das notas
das flautas do limbo.

Tantas sementes [tão belas!]
a entregar suas vidas [eternas?]
às covas da terra....

E as folhas ao vento...
– são os anos que passam –
sem cor, sem sustento
[num sussurrar de lábios...]

Os reinos, as eras, os planos
caindo, caindo – até quando?
num singrar de ares – ao desmando.

Sangram macieiras silentes [enxáguam]
seus arrastados suplícios;
O ruir das correntes [que arrastam]
passo a passo, ao abismo

As nuvens se aglomeram;
Uma [última] tocha celeste
detrás de cortinas que cerram...

Eis que o torturar das árvores
leva ao sono:
fração da vida que parte.
[com o outono...]


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(Autor: Bruno Neves Oliveira)

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quarta-feira, setembro 07, 2005

* Om *





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Quando Om, este zunido, vem,
quando ele extingue os sons do mundo,
quando ele estala em teu coração,
o céu, a terra, teu corpo, tremem.


A abelha zumbe ao teu ouvido.

Escuta...Baby Om canta seu canto...

Krishna toca sua doce flauta...

Enfim, eis o Deus da água.

Os laços forjados pela discórdia
estão todos quebrados e seccionados,


As paixões e os sentimentos
não te atingem mais, meu yogui.

Os Deuses do fogo cantam Om, Om,
com fervor cantam Om,
tocando suas harpas,
tua alma está inundada
do som dos sinos do teu coração...


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(Autor: Saint-Germain)