Sob a lua vermelha de novembro...

Quando tudo isso começou? Quando as engrenagens do destino começaram a girar? Talvez seja impossível achar a resposta agora, profunda no fluir do tempo...

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Eu? Apenas mais um andante solitário...mas todos os andantes tem uma ou outra lição a passar devida à sua intimidade com a estrada. A estrada é sábia. Embora seja certo que o caminho ainda segue muito à frente... quantas lições nos esperam?

quarta-feira, setembro 14, 2005

Sonhos pela janela (3) - Crepúsculo de Outono

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Sonhos pela janela (Crepúsculo de Outono)

Só fogos fátuos
pelo pátio
só réstias flamejantes;


O céu em cinzas, cinzas terras
[em pó] em brasas escondidas;
O desfacelar das rosas velhas
[em nó] em lascas carcomidas;

As memórias dançantes
- face a face, os passantes –
pela minha janela...

[...os espíritos partindo...]

...pelas sendas mortas,
o fluir das notas
das flautas do limbo.

Tantas sementes [tão belas!]
a entregar suas vidas [eternas?]
às covas da terra....

E as folhas ao vento...
– são os anos que passam –
sem cor, sem sustento
[num sussurrar de lábios...]

Os reinos, as eras, os planos
caindo, caindo – até quando?
num singrar de ares – ao desmando.

Sangram macieiras silentes [enxáguam]
seus arrastados suplícios;
O ruir das correntes [que arrastam]
passo a passo, ao abismo

As nuvens se aglomeram;
Uma [última] tocha celeste
detrás de cortinas que cerram...

Eis que o torturar das árvores
leva ao sono:
fração da vida que parte.
[com o outono...]


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(Autor: Bruno Neves Oliveira)

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