Sob a lua vermelha de novembro...

Quando tudo isso começou? Quando as engrenagens do destino começaram a girar? Talvez seja impossível achar a resposta agora, profunda no fluir do tempo...

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Eu? Apenas mais um andante solitário...mas todos os andantes tem uma ou outra lição a passar devida à sua intimidade com a estrada. A estrada é sábia. Embora seja certo que o caminho ainda segue muito à frente... quantas lições nos esperam?

domingo, dezembro 19, 2004

As árvores sagradas de Valinor




“Naquele momento, os Valar, reunidos para ouvir o canto de Yavanna, estavam sentados, em silêncio, em seus tronos do conselho no Máhanaxar, o Círculo da Lei junto aos portões dourados de Valmar; e Yavanna Kementári cantava diante deles, e eles observavam.”
“E enquanto olhavam, sobre a colina surgiram dois brotos esguios; e o silêncio envolveu todo o mundo naquela hora, nem havia nenhum outro som que não canto de Yavanna. Em obediência a seu canto, as árvores jovens cresceram e ganharam beleza e altura; e vieram a florir; e assim, surgiram no mundo as Duas Árvores de Valinor. De tudo o que Yavanna criou, são as mais célebres, e em torno de seu destino são tecidas todas as histórias dos dias antigos....”
“Uma tinha folhas verde-escuras, que na parte de baixo eram como prata brilhante; e de cada uma de suas inúmeras flores caía sem cessar um orvalho de luz prateada; e a terra sob sua copa era manchada pelas sombras de suas folhas esvoaçantes. A outra apresentava folhas de um verde viçoso, como o da faia recém aberta, orladas de um dourado cintilante. As flores balançavam nos galhos em cachos de um amarelo flamejante, cada um na forma de uma cornucópia brilhante, derramando no chão uma chuva dourada. E da flor daquela árvore, emanavam calor e uma luz esplêndida. Telperion, a primeira, era chamada, em Valinor, e Silpion, e Ninquelótë, entre muitos outros nomes; mas Laurelin era a outra, e também Malinalda e Culúrien, entre muitos nomes poéticos.”
“Em sete horas, a glória de cada árvore atingia a plenitude e voltava novamente ao nada; e cada uma despertava novamente para a vida uma hora antes de a outra deixar de brilhar. Assim, em Valinor, duas vezes ao dia havia uma hora suave de luz delicada, quando as duas árvores estavam fracas e seus raios prateados e dourados se fundiam. Telperion era a mais velha das árvores e chegou primeiro à sua plena estatura e florescimento; e aquela primeira hora em que brilhou, com seu bruxulear pálido de uma alvorada de prata, is Valar não incluíram na história das horas, mas denominaram Hora Inaugural, e a partir dela passaram a contar o tempo de seu reinado em Valinor. Portanto, à sexta hora do primeiro dia, e de todos os dias jubilosos que se seguiram, até o ocaso de Valinor, Telperion interrompia sua vez de florir; e na décima segunda hora, era Laurelin que o fazia. E cada dia dos Valar em Aman continha 12 horas e terminava com a segunda fusão das luzes, na qual Laurelin empalidecia, e Telperion se fortalecia. Contudo, a luz que se derramava das árvores persistia muito, antes de ser levada para a altura dos ares ou de afundar terra adentro. E as gotas de orvalho de Terlperion e a chuva que caía de Laurelin, Varda armazenava em enormes tonéis, como lagos brilhantes, que eram para a toda a terra dos Valar como poços de água e luz. Assim começaram os Dias de Bem-aventurança de Valinor; e assim começou a contagem do tempo.”



(Extraído de "Inicío dos tempos", O Silmarillion)


1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

De: Helena
Para: Bruno

hehehe
lugarzinho agradável Valinor, né?
Bem, sobre o que ali está escrito...
para comentar algo mais "cabeça"...me faz pensar em harmonia...
cada árvore em sua hora e tempo e lugar...
e ambas convivendo em harmonia,
e ambas brilham...
além de tudo, a capacidade de criar...chuvas de ouro e prata...
;-)
Então,
uma chuvinha de ouro pra ti, para cura e paz,
uma chuvinha de prata, para se descansar e deslumbrar...
e depois...
ir à luta, pois os tempos de Valinor são idos, mas estão para voltar...
kkkkkkkk...

12:47 PM  

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